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Energia elétrica em Goiás
1918 – A primeira cidade que recebeu energia elétrica no Estado foi a Cidade de Goiás, antiga capital.

1922 – Uma roda hidráulica foi a primeira instalação feita em Goiânia, no Ribeirão Cascavel. Os padres Redentoristas instalaram a roda para iluminar o seminário e fornecer energia a uma serraria.

Próximas cidades a instalarem grupos geradores:
1927 – Silvânia
1931 – Ipameri
1932 – Buriti Alegre
1934 – Piracanjuba

1936 – Foi construída a usina do Jaó, no Rio Meia Ponte, próximo ao local onde fica hoje o Clube Jaó. Os proprietários foram Levy Fróes, Felismino Viana, João Coutinho e Hermógenes Coelho.

1939 – A mudança da capital do Estado para Goiânia tornou a energia elétrica cada vez mais necessária. A empresa de Força e Luz de Goiânia Ltda. foi autorizada a funcionar como concessionária em 9 de fevereiro de 1939, pelo decreto nº 3.718 do Ministério da Agricultura.

1945 – Uma enchente arrastou a barragem da usina do Jaó, danificando parte das máquinas. Foram utilizadas alternativas, como geradores particulares de pequena ou grande potência. Muitos vendiam energia para os vizinhos, outros aproveitavam o apagão para atrair clientes à noite, com bares ou lojas iluminadas. Até o motor de um submarino da 2ª Guerra Mundial foi utilizado no Córrego Botafogo, para gerar energia para a iluminação da cidade.

Para resolver o problema, era necessário um volume intenso de recursos. O improviso durou cerca de dois anos. A usina só foi reconstruída em 1947 e, em 1959, entrou em operação uma 4ª etapa.

Aquisição da Força e Luz de Goiânia pelo governo
Os proprietários da Empresa de Força e Luz de Goiânia viram que não era possível atender a demanda da Capital. O então governador, Jerônimo Coimbra Bueno, encaminhou uma proposta de compra da empresa ao legislativo em 1949. A compra só foi concretizada em 20 de julho de 1951, já no mandato de Pedro Ludovico Teixeira.

O Departamento de Água e Energia Elétrica (DAEE) foi, então, criado sob a responsabilidade do Secretário de Finanças José Ludovico e do Diretor Pedro Arantes.

Fontes: Centro da Memória da Celg e Sete Décadas de Goiânia, Hélio Rocha