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| História da Celg D |
A Celg Distribuição S.A. é uma subsidiária integral da Companhia Celg de Participações (Celgpar), constituída para
atender à Lei 10.848, de 15 de março de 2004, no que concerne a reestruturação societária das empresas de energia
elétrica, cujo processo foi aprovado pelas Resoluções Autorizativas da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel)
de números 643/2006 e 773/2006.
A Celgpar é uma Sociedade de economia mista e de capital autorizado, cujos acionistas são o Estado de Goiás, que
possui 99,68% do capital, Eletrobrás, municípios e investidores privados.
Origem
A origem da Celg Distribuição foi a Centrais Elétricas de Goiás S.A., criada em 16 de fevereiro de 1956, mediante
Escritura Pública de Constituição, a qual teve como base a Lei Estadual Nº 1.087, de agosto de 1955, que autorizou
a criação da empresa. A partir de 13 de março de 1956, por meio do Decreto Federal Nº 38.868, a Centrais Elétricas
de Goiás S.A. foi autorizada a funcionar como concessionária de serviços públicos de eletricidade, atuando como
geradora, transmissora e distribuidora de energia elétrica. Para isso, incorporou as pequenas centrais e as
redes de distribuição pertencentes às companhias municipais. Em 1955, logo depois que sua criação foi autorizada,
teve início a construção da Usina Hidrelétrica de Rochedo, para atender Goiânia e localidades do Sul do Estado.
Com potência de 4 MW, a UHE Rochedo entrou em operação em 1956.
Além da missão de eletrificar o Estado de Goiás, coube à Celg a responsabilidade de construir a geradora que viria
suprir a Capital Federal em início de implantação. Assim, ainda em 1956 foi deflagrado o projeto da UHE Cachoeira
Dourada, cuja motorização ocorreu em 1959, com 32 MW de potência instalada.
O desenvolvimento do Estado a partir da mudança da Capital Federal exigiu da Celg o investimento no aumento da
produção de energia e a implantação de um sistema elétrico que atendesse à crescente demanda. Dessa maneira, entre
1965 e 1970 entrou em operação a segunda etapa de Cachoeira Dourada, com 156 MW. Foram construídas as usinas do
Lageado, no médio Norte, e Lages, no extremo Norte, bem como sistemas de linhas e subestações em 138 kV, 69 kV e
34,5 kV a elas associadas.
Na década de 70, construiu-se a terceira etapa de Cachoeira Dourada, agregando 255 MW ao sistema, e um conjunto de
obras de grande porte em 138 e 230kV, principalmente no Sul e médio Norte. O extremo Norte, então contando com
reforço de uma geradora térmica de 5 MW em Araguaína, foi interligado ao sistema de Tucuruí por meio de uma linha
em 138 kV, proveniente da subestação de Imperatriz. Por outro lado, o reforço para o médio Norte nesta ocasião
veio com a construção da UHE Isamu Ikeda, com 16 MW, e o Nordeste do Estado recebia a UHE São Domingos, com 12 MW.
Para ambos os sistemas, a energia escoava por linhas de 69 kV.
Em 1989, com a divisão do Estado de Goiás ao Norte do paralelo 13, as instalações da empresa, que incluíam linhas
e subestações de 138 KV, 69 KV e 34,5 KV, redes urbanas e rurais, além das centrais hidrelétricas já citadas,
totalizando 24,92 MW, foram transferidas para o novo estado do Tocantins.
Na década de 90, foi concluído o aproveitamento de Cachoeira Dourada com a construção da quarta etapa, acrescentando
200 MW ao sistema, e investiu-se US$ 250 milhões em linhas, subestações e eletrificação rural monofásica e trifásica,
com recursos próprios do Programa Nacional de Irrigação e Financiamento (PRONI) , do Overseas Economic Cooperation
Fund (OECF), órgão do governo japonês.
No ano de 1996, o Estado de Goiás procedeu a cisão da Companhia, criando a Centrais Elétricas de Cachoeira Dourada,
que foi vendida à iniciativa privada. Cachoeira Dourada à época gerava 60% da energia requerida pelo mercado da
Celg, que passou a adquirir energia de Furnas, Itaipu e da Centrais Elétricas Cachoeira Dourada S.A.. E de acordo
com preceitos das leis que instituíram o novo modelo do setor elétrico (9.074/95, 9.648/98), tornou-se Transmissora,
Distribuidora e Comercializadora de energia elétrica, conforme formalizado nos Contratos de Concessão
números 062/2000, 063/2000 e 063/2001 firmados com a Aneel.
Segregação
Conforme já mencionado, através da Resolução 643, de 23 de julho de 2006, a Aneel aprovou a segregação das
atividades da Companhia Energética de Goiás (Celg), numa companhia de distribuição designada Celg Distribuição
S.A. e numa subsidiária de geração e transmissão, denominada Celg Geração e Transmissão S.A.
Por meio da Resolução 643, de 23 de julho de 2006, a Aneel aprovou a segregação das atividades da Companhia
Energética de Goiás (Celg), numa companhia de distribuição designada Celg Distribuição S.A. e numa subsidiária
de geração e transmissão, denominada Celg Geração e Transmissão S.A.
A concessão da Celg Distribuição S.A. (CELG D) cobre uma área geográfica de 337.008 Km2, que corresponde a 98,7%
do território do Estado, estendida a 237 municípios para uma população aproximada de 5 milhões de habitantes.
A sede da empresa está localizada em Goiânia, à rua 2, quadra A-37, Jardim Goiás, com área construída de
aproximadamente 50.610 m², num terreno que possui 142.503 m2.
No segmento da distribuição, hoje a Celg D possui 2.048.251 clientes nas classes residencial, comercial,
industrial, rural, serviços públicos, poderes públicos e iluminação pública, propiciando uma receita bruta
de R$ 2.982.312.000 (dois bilhões, novecentos e oitenta e dois milhões, trezentos e doze mil reais), referente
ao fornecimento desta energia. O mercado da Celg D corresponde a cerca de 2,4% da energia consumida no Brasil.
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