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Primeiros Socorros

Raios
Quando uma pessoa é atingida por um raio, ela pode sofrer parada cardíaca ou respiratória. Portanto, é preciso uma rápida reanimação cardiorrespiratória.

Choques
Tensões acima de 50 volts são suficientes para fazer circular corrente elétrica através do corpo humano (a tensão elétrica em Goiás é de 220 volts), ocasionando paradas cardíacas, respiratórias e até morte.
Não toque no corpo da pessoa que leva um choque sem antes cortar a corrente elétrica. Desligue a chave geral. Caso não seja possível, afaste o fio condutor com ajuda de um pedaço de madeira, tecidos secos ou qualquer outro material isolante.
Mesmo com a parada respiratória, a morte não ocorre de imediato, pois a ausência de respiração provoca, após 3 ou 4 minutos, a morte das células principais por falta do oxigênio, principalmente no cérebro.
Quatro minutos após a parada cardíaca, o cérebro começa a apresentar sérias lesões irreversíveis.
Se a vítima for socorrida imediatamente, pode-se restabelecer a respiração, garantindo a oxigenação dos tecidos.

Respiração Artificial
É o processo mecânico para restabelecer a respiração. No início da asfixia, o coração continua batendo e a circulação sangüínea é normal, apesar da ausência de oxigênio. Só em estágio mais prolongado é que acontece a parada cardíaca.

Toda vítima de parada respiratória perde a consciência. Em seguida, a língua vai para trás, obstruindo a passagem do ar, pois os músculos do pescoço, relaxados, não conseguem manter a base da língua afastada da parede posterior da faringe.

Método boca-a-boca para adultos
Coloque a vítima de costas.
Inicie a respiração boca-a-boca logo que a vítima esteja livre do contato com a corrente.
Levante o pescoço pela nuca e incline a cabeça para trás, mantendo-a nesta posição.
Puxe o queixo da vítima para cima, de forma que a língua não impeça a passagem de ar.
Coloque sua boca com firmeza sobre a boca da vítima.
Feche bem as narinas da vítima usando o polegar e o indicador.
Inspire profundamente o ar e sopre para dentro da boca da vítima até notar que seu tórax está se levantando. Deixe a vítima expirar o ar livremente.
Repita o movimento 16 a 20 vezes por minuto, até a respiração ficar normal.

Método boca-a-boca para crianças
Deite a criança com o rosto para cima e a cabeça inclinada para trás.
Levante o queixo de modo que fique projetado para fora.
Conserve a criança nesta posição de forma que sua língua não obstrua a passagem de ar.
Coloque sua boca sobre a boca e o nariz da criança, soprando suavemente até notar que seu peito se levanta e os pulmões se expandem.
Deixe a criança expirar livremente. Tão logo ouça a criança expirar, repita o método.
Mantenha um ritmo de 16 respirações por minuto.
Sempre que possível pressione levemente o estômago da criança para evitar que o mesmo se encha de ar.

Parada cardíaca
Com a parada cardíaca, cessam os movimentos respiratórios. Mas, ao contrário, a respiração pode cessar e o coração continuar batendo. Se a vítima não for socorrida em tempo, o coração pode parar por falta de oxigênio.

Massagem cardíaca
Coloque a vítima deitada de costas sobre uma superfície dura.
Coloque suas mãos sobrepostas na metade inferior do esterno. Os dedos devem ficar abertos e não toque a parede do tórax.
Faça a seguir uma pressão com bastante vigor para que se abaixe o esterno, comprimindo o coração de encontro à coluna vertebral.
Descomprima em seguida.
Repita a manobra tantas vezes quantas necessárias (cerca de 60 por minuto).
Nos jovens, fazer pressão apenas com uma mão e nas crianças e bebês com os dedos, a fim de que não ocorram fraturas ósseas do esterno ou costelas.


Parada cardiorrespiratória
Confirmada a parada cardiorrespiratória, aplica-se imediatamente a massagem cardíaca externa, juntamente com a respiração artificial (boca-a-boca).

Para realizar a massagem cardíaca externa:

Localize e determine a metade inferior da região do osso esterno situado no centro do peito.
Coloque ali suas mãos sobrepostas, isto é, uma em cima da outra. Observe que os dedos não tocam o tórax, apenas a região da palma da mão comprime o esterno diretamente para baixo, usando o peso do corpo com os braços esticados.
Aplique pressão com bastante vigor, para que abaixe o esterno cerca de 4 e 5 cm em adultos.
Num processo contínuo devem ser realizadas 60 a 70 golpes de pressão por minuto, mantendo sempre o mesmo ritmo para o restabelecimento da circulação.
Para cada 15 golpes de pressão no esterno deve o socorrista, estando só, soprar o ar dos seus pulmões para o pulmão da vítima duas vezes, repetindo a manobra de maneira continuada, até obter ajuda de mais um socorrista ou ensinar alguma pessoa que tenha se apresentado como voluntária.
No caso de dois socorristas, o processo torna-se simples, pois enquanto um pratica a massagem cardíaca externa o outro faz a respiração artificial. A cada cinco golpes de pressão do primeiro, o segundo observa os movimentos para somente soprar quando a mão do que estiver massageando livrar a pressão do tórax.

Nota: por esse método, a circulação sangüínea e o oxigênio chegarão a todas as partes do corpo, principalmente ao cérebro e a vida será mantida até a chegada de pessoas credenciados ou o transporte da vítima. No interior do veículo, a combinação da massagem cardíaca e da respiração artificial continuam até que o médico assuma a responsabilidade.

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